Estratégias para quantificar Ocratoxina A em amostras de café: estudo de interferentes, pré-tratamentos e análise computacional.

Nome: ISABELA FRACALOSSI MANCINI

Data de publicação: 29/07/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
GABRIEL FERNANDES SOUZA DOS SANTOS Coorientador
JAIRO PINTO DE OLIVEIRA Presidente
MARCO CESAR CUNEGUNDES GUIMARAES Examinador Interno
PAULO WAGNNER PEREIRA ANTUNES Examinador Externo

Resumo: A Ocratoxina A (OTA) é uma micotoxina produzida por fungos dos gêneros Aspergillus e Penicillium que pode ser encontrada em diversos produtos alimentícios e é especialmente relevante quando pensado no contexto da produção de café. Devido a sua grande toxicidade, cada região possui legislações próprias para garantir limites máximos de consumo seguro dessa substância nos grãos. A quantificação da OTA é comumente realizada através de metodologias que utilizam colunas de imunoafinidade (IAC) como etapa de pré-tratamento, seguida por cromatografia líquida de alta eficiência com detecção por fluorescência (HPLC-FL). Entretanto, componentes da matriz do café podem influenciar diretamente na eficiência no reconhecimento da OTA pelos anticorpos das IACs. Assim, o presente trabalho estudou individualmente a influência de alguns marcadores do café (cafeína, ácido cafeico, ácido clorogênico, cafestol, acrilamida e melanoidinas) na detecção de OTA, assim como, os diferentes tipos de cafés. Os ensaios foram realizados mediante pré- tratamento das amostras utilizando IACs com detecção por HPLC-FL, e empregando o uso de testes rápidos (do inglês, Lateral Flow Immunoassay, LFIA). Os resultados demonstraram que a etapa de recuperação das OTA é influenciada pela presença dos interferentes. A cafeína e o ácido cafeico obtiveram as piores recuperações de OTA para os testes em HPLC-FL, com valores de 65,17 e 69,39 %, respectivamente. Já nos testes de LFIA, o ácido clorogênico e as melanoidinas atingiram os menores valores, com apenas 48,45 e 35,74% de recuperação, respectivamente. Estudos computacionais de docking molecular foram realizados e os resultados in silico foram comparados com os testes efetuados. Os resultados indicam que a redução na recuperação da toxina pode estar relacionada com possíveis interações com a OTA, principalmente através de interações de hidrogênio ou ligações - .

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